Um pouco do hinduísmo
Hinduísmo
Hinduísmo: religião eterna
São Politeístas.
— Livros da tradição: Smrite – lembrança memória – comentário dos livros
védicos.
— Leis de Manu – instrução sobre os deveres morais e sociais.
— Mahabarata – poema que mostra o conflito entre o bem e o mal – relata
uma guerra entre a família de Pandu e seu irmão Dhritarashta.
— Bagavad Gita – texto em forma de diálogo onde no diálogo o mestre
ensina o seu discípulo a alcançar a moksha (libertação).
— Ramayna – história do amor de Rama por Sitá – história popular.
— Purunas – Texto mitológico relatando a origem e o fim do mundo.
Divindades:
Os deuses são múltiplos – um deus apenas não daria conta da organização do cosmos.
Entre todos se destacam três deuses;
Brahama – princípio de tudo.
Vishnu – deus bom e misericordioso
Shiva – deus da guerra e da fecundidade
Animais e lugares sagrados:
Crenças:
Metempsicose – Transmigração das almas – reencarnação.
O homem pode se condenar ou se salvar, dependendo de sua conduta. A
salvação consiste na libertação do ciclo (transmigração).
Não existe condenação eterna
— Ofertas (Pujas) – todos os dias, flores, doces, frutas... As
divindades são acordadas pelos sacerdotes que agitam luzes e incenso diante da
imagem.
— Praticas religiosas – visita aos templos, banhos nos rios sagrados
— O rio Ganges – o fiel hindu deverá se banhar neste rio pelo menos uma vez na vida para purificação dos males físicos e espirituais. Conhecido também como Mãe Ganga.
O nascer e o pôr do sol são momentos populares de culto.
O guru é o grande mestre e guia espiritual do hinduísmo.
— Brâmanes – Sacerdotes considerados puros. Saídos da boca do deus Brama.
— Guerreiros ou Xátrias – Protetores conta a maldade. Saídos dos braços do deus Brama.
— Vaicias – lavradores comerciantes e artesãos. Saídos das pernas do deus Brama.
— Sudras – Servos e escravos. Saídos dos braços do deus Brama.
— Os intocáveis – são os sem casta ou PÁRIAS, são marginalizados.
Os lugares sagrados
Existem
lugares de culto nos pequenos santuários de aldeia e nas grandes cidades
templárias, nas quais se entra através de portões monumentais, onde existem
torres cheias de esculturas. No interior do muro do templo, muitas vezes no
centro, encontra-se o sancta sanctorum, dito garbhagriha (casa do embrião),
onde há a estátua do deus ou o seu símbolo. Há também numerosas construções,
abrigos, claustros, pórticos e piscinas. A localização e a edificação dos
templos, tanto hoje como no passado, obedecem a normas arquitetônicas precisas,
inspirando-se em concepções míticas.
No
interior dos templos, acontece a veneração – puja – das imagens divinas, às quais os fiéis
levam oferendas: geralmente flores, doces, ervas, frutas e, em alguns lugares,
também animais para o sacrifício.
A escultura das estátuas também segue os cânones fixados
pelos tratados (shastra). A estátua é colocada no templo e consagrada com ritos
próprios, lavada, vestida, enfeitada e perfumada. Todas as manhãs, a divindade
é acordada pelos sacerdotes adeptos que lhe oferecem comida, bebida e manteiga
derretida, cobrem-na de flores, agitando incenso e luzes diante da imagem.
Muitas
vezes, a puja se transforma em cerimônias mais solenes e complexas. Uma parte
da comida ofertada ao deus é depois distribuída aos fiéis que participaram do
rito. Em
determinadas ocasiões, a imagem é levada em procissão sobre um carro monumental
até um espelho de água onde é mergulhada.
A peregrinação
São
numerosos os lugares considerados sagrados por causa de sua localização
particular ou porque foram palco de acontecimentos mitológicos: rios, espelhos
de água, santuários, montanhas e até árvores ou pedras. O Ganges, a "mãe
Ganga" (todos os rios, na Índia, são do gênero feminino) é o mais sagrado
dos rios, assim como Varanasi (Benares), localizada na metade do curso desse
rio, é a mais sagrada das cidades. Os hindus vão em peregrinação a esses
lugares, percorrendo, muitas vezes, centenas de quilômetros e enfrentando
problemas e perigos de todos os tipos. Muitos se dirigem a Benares para ali
esperar a morte: assim serão cremados nas escadarias (ghat) que conduzem ao rio
e dali subirão ao céu. Os outros peregrinos banham-se nas águas do Ganges para
serem purificados. Os ascetas, místicos que renunciaram aos bens terrenos, ao
morrer, não são cremados porque já estavam mortos para o mundo. Seus corpos,
cobertos de flores oferecidas pelos discípulos e atados a um peso, são deixados
escorregar no rio. Se, contudo, não houver um rio nas vizinhanças, esses são
sepultados com uma cerimônia especial.
Concebe-se
toda peregrinação como uma subida; no fim, no lugar sagrado, há a purificação,
a salvação, a união com Deus.
Ritos domésticos e sacramentos
Se
os grandes sacrifícios da idade védica não são mais celebrados, os ritos domésticos
prescritos conservaram-se especialmente para os chefes de família da casta
brâmane, que devem observar também muitas outras prescrições mínimas a respeito
das roupas, da alimentação, da profissão, etc.
Dois são os ritos, (samdhya) que se cumprem no momento da
conjunção entre luz e trevas (os dois crepúsculos). É prevista uma série de
operações e de invocações, com repetidas abluções, imposição das mãos sobre
várias partes do corpo, ofertas, veneração ao sol, exercícios respiratórios,
recitação de fórmulas.
Outros cinco ritos (mahayajna: grandes sacrifícios) são
diários, mas celebrados, quase sempre, de maneira reduzida. Esses consistem na
oferta a todos os deuses e às almas dos defuntos, na recitação de estrofes dos
Vedas e na hospitalidade aos andarilhos, especialmente os ascetas.
A oferta de alimento a cinco dos protetores é
feita todos os dias. Esses são representados por figurinhas ou cinco pedras
coloridas: preta para Vishnu, branca para Shiva, vermelha para Ganesh, o filho
de Shiva com a cabeça de elefante, o cristal para Surya, a pirita para a deusa
Parvate.
Os
samskara. Há também doze "sacramentos" (samskara) principais, ainda
que esse número não deva ser considerado rigorosamente fixo. Um desses é
destinado à consagração da concepção, quatro dias depois do casamento. Três
meses mais tarde, segue-se um procedimento caso se queira que o filho seja do
sexo masculino. Traça-se, a seguir, se for a primeira concepção, uma linha
entre os cabelos da mulher grávida. Depois, há o rito que ocorre no momento do
nascimento, quando se faz o recém-nascido engolir uma bolinha de mel e manteiga
(ghi). Dez dias depois, impõe-se o nome (ou melhor, os nomes, porque são
muitos, mantidos em segredo ou quase, além do oficial), seguindo rigorosas
prescrições. Aos quatro meses, há o rito da "primeira saída" e aos
sete, a solenidade do primeiro alimento sólido deglutido. No decorrer da
infância, há ainda "o corte dos cabelos" (aos três anos), a
"tonsura" (aos quatro anos) e a perfuração da orelha. Chega-se assim
ao importante rito da "iniciação" (upanayana), com a imposição do
cordão sagrado. A
iniciação deveria ocorrer aos oito anos para os brâmanes, aos onze para os
kshatriya e aos doze para os vaishya, selando a admissão do rapaz na própria
casta. O matrimônio é composto de
um conjunto de cerimônias muito complexas e articuladas que mudam segundo as
tradições locais e os grupos de casta. Naturalmente, tudo obedece a precisas
prescrições religiosas e astrológicas. Além do que já foi dito sobre os procedimentos com os mortos, há um rito
suplementar na cerimônia fúnebre que é o shraddha (nascido pela fé), destinado
a transformar o defunto em um "espírito protetor" benévolo.
Para tanto, se oferece, por exemplo, bolinhos de
arroz e água aos antepassados diretos. O shraddha acontece entre dez a trinta e
um dias após a morte, portanto, em datas regulares e por ocasião de algumas
festas.
Fonte:
http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=197
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