Um pouco do hinduísmo

 

Hinduísmo 

Hinduísmo: religião eterna

 “Esta é a síntese do dever: não fazer aos outros aquilo que lhes seria causa de dor” Mahabharata.

 O Símbolo é uma letra do alfabeto fonético do sânscrito, a antiga língua hindu. Sua pronúncia é OHM. Segundo o hinduísmo, ohm é o som do universo. É o barulho que o cosmos faz. O som universal que se houve como barulho de fundo por todo o universo. É como se fosse um eco do Big Bang, a explosão primordial que deu início a formação do nosso universo.

 Características:

 São Politeístas.

 Acreditam na transmigração das almas (reencarnação).

 Religião em contínua mudança – por isso não se sabe ao certo quando surgiu. Surge por volta de 2000 a 1500 a.C. sendo chamada pelos seus seguidores de religião eterna. Não se sabe quem é seu fundador.

 Tem grande tolerância doutrinal – esta religião não tem autoridade central para estabelecer suas regras.

 Textos sagrados:

 Escritos em Sanscrito (Língua sagrada dos hindus)

 — Livros revelados: Shrute – recebido ou ouvido do além.

— Livros da tradição: Smrite – lembrança memória – comentário dos livros védicos.

 — Os principais textos sagrados são:

 — Os Vedas (conhecimento) – contêm as verdades eternas.

— Leis de Manu – instrução sobre os deveres morais e sociais.

— Mahabarata – poema que mostra o conflito entre o bem e o mal – relata uma guerra entre a família de Pandu e seu irmão Dhritarashta.

— Bagavad Gita – texto em forma de diálogo onde no diálogo o mestre ensina o seu discípulo a alcançar a moksha (libertação).

— Ramayna – história do amor de Rama por Sitá – história popular.

— Purunas – Texto mitológico relatando a origem e o fim do mundo.
Divindades:

Os deuses são múltiplos – um deus apenas não daria conta da organização do cosmos.

Entre todos se destacam três deuses;

Brahama – princípio de tudo.

Vishnu – deus bom e misericordioso

Shiva – deus da guerra e da fecundidade


Animais e lugares sagrados:

 Animais: A vaca, o macaco, a serpente, o elefante – são sagrados, pois é nestes animais que as divindades costumam se manifestar.

 Lugares: cidades as margens do rio Ganges: Benares, Hardvar, Prayang – são locais geralmente ligados a água pelo sentido de purificação que a água lembra.

Crenças:

Metempsicose – Transmigração das almas – reencarnação.

O homem pode se condenar ou se salvar, dependendo de sua conduta. A salvação consiste na libertação do ciclo (transmigração).

 Não existe condenação eterna

 – Observâncias:

 As principais são:

 — Oração – ao nascer e pôr-do-sol

— Ofertas (Pujas) – todos os dias, flores, doces, frutas... As divindades são acordadas pelos sacerdotes que agitam luzes e incenso diante da imagem.
— Praticas religiosas – visita aos templos, banhos nos rios sagrados

— O rio Ganges – o fiel hindu deverá se banhar neste rio pelo menos uma vez na vida para purificação dos males físicos e espirituais. Conhecido também como Mãe Ganga.

 — A yoga – principal disciplina espiritual hinduísta. Visa a libertação da alma do ciclo de renascimento.

 O culto:

 Envolve imagens, mantras, diagramas do universo

O nascer e o pôr do sol são momentos populares de culto.

O guru é o grande mestre e guia espiritual do hinduísmo.

 A Sociedade é dividida em castas:

 Foi abolido pelo governo, mas persiste assim mesmo. Divididos em quatro grupos:


— Brâmanes – Sacerdotes considerados puros. Saídos da boca do deus Brama.

— Guerreiros ou Xátrias – Protetores conta a maldade. Saídos dos braços do deus Brama.

— Vaicias – lavradores comerciantes e artesãos. Saídos das pernas do deus Brama.

— Sudras – Servos e escravos. Saídos dos braços do deus Brama.

— Os intocáveis – são os sem casta ou PÁRIAS, são marginalizados.

Os lugares sagrados

Existem lugares de culto nos pequenos santuários de aldeia e nas grandes cidades templárias, nas quais se entra através de portões monumentais, onde existem torres cheias de esculturas. No interior do muro do templo, muitas vezes no centro, encontra-se o sancta sanctorum, dito garbhagriha (casa do embrião), onde há a estátua do deus ou o seu símbolo. Há também numerosas construções, abrigos, claustros, pórticos e piscinas. A localização e a edificação dos templos, tanto hoje como no passado, obedecem a normas arquitetônicas precisas, inspirando-se em concepções míticas.

No interior dos templos, acontece a veneração –  puja – das imagens divinas, às quais os fiéis levam oferendas: geralmente flores, doces, ervas, frutas e, em alguns lugares, também animais para o sacrifício.
A escultura das estátuas também segue os cânones fixados pelos tratados (shastra). A estátua é colocada no templo e consagrada com ritos próprios, lavada, vestida, enfeitada e perfumada. Todas as manhãs, a divindade é acordada pelos sacerdotes adeptos que lhe oferecem comida, bebida e manteiga derretida, cobrem-na de flores, agitando incenso e luzes diante da imagem.

Muitas vezes, a puja se transforma em cerimônias mais solenes e complexas. Uma parte da comida ofertada ao deus é depois distribuída aos fiéis que participaram do rito. Em determinadas ocasiões, a imagem é levada em procissão sobre um carro monumental até um espelho de água onde é mergulhada.


A peregrinação

São numerosos os lugares considerados sagrados por causa de sua localização particular ou porque foram palco de acontecimentos mitológicos: rios, espelhos de água, santuários, montanhas e até árvores ou pedras. O Ganges, a "mãe Ganga" (todos os rios, na Índia, são do gênero feminino) é o mais sagrado dos rios, assim como Varanasi (Benares), localizada na metade do curso desse rio, é a mais sagrada das cidades. Os hindus vão em peregrinação a esses lugares, percorrendo, muitas vezes, centenas de quilômetros e enfrentando problemas e perigos de todos os tipos. Muitos se dirigem a Benares para ali esperar a morte: assim serão cremados nas escadarias (ghat) que conduzem ao rio e dali subirão ao céu. Os outros peregrinos banham-se nas águas do Ganges para serem purificados. Os ascetas, místicos que renunciaram aos bens terrenos, ao morrer, não são cremados porque já estavam mortos para o mundo. Seus corpos, cobertos de flores oferecidas pelos discípulos e atados a um peso, são deixados escorregar no rio. Se, contudo, não houver um rio nas vizinhanças, esses são sepultados com uma cerimônia especial.

Concebe-se toda peregrinação como uma subida; no fim, no lugar sagrado, há a purificação, a salvação, a união com Deus.

Ritos domésticos e sacramentos

Se os grandes sacrifícios da idade védica não são mais celebrados, os ritos domésticos prescritos conservaram-se especialmente para os chefes de família da casta brâmane, que devem observar também muitas outras prescrições mínimas a respeito das roupas, da alimentação, da profissão, etc.
Dois são os ritos, (samdhya) que se cumprem no momento da conjunção entre luz e trevas (os dois crepúsculos). É prevista uma série de operações e de invocações, com repetidas abluções, imposição das mãos sobre várias partes do corpo, ofertas, veneração ao sol, exercícios respiratórios, recitação de fórmulas.
Outros cinco ritos (mahayajna: grandes sacrifícios) são diários, mas celebrados, quase sempre, de maneira reduzida. Esses consistem na oferta a todos os deuses e às almas dos defuntos, na recitação de estrofes dos Vedas e na hospitalidade aos andarilhos, especialmente os ascetas. A oferta de alimento a cinco dos protetores é feita todos os dias. Esses são representados por figurinhas ou cinco pedras coloridas: preta para Vishnu, branca para Shiva, vermelha para Ganesh, o filho de Shiva com a cabeça de elefante, o cristal para Surya, a pirita para a deusa Parvate.

Os samskara. Há também doze "sacramentos" (samskara) principais, ainda que esse número não deva ser considerado rigorosamente fixo. Um desses é destinado à consagração da concepção, quatro dias depois do casamento. Três meses mais tarde, segue-se um procedimento caso se queira que o filho seja do sexo masculino. Traça-se, a seguir, se for a primeira concepção, uma linha entre os cabelos da mulher grávida. Depois, há o rito que ocorre no momento do nascimento, quando se faz o recém-nascido engolir uma bolinha de mel e manteiga (ghi). Dez dias depois, impõe-se o nome (ou melhor, os nomes, porque são muitos, mantidos em segredo ou quase, além do oficial), seguindo rigorosas prescrições. Aos quatro meses, há o rito da "primeira saída" e aos sete, a solenidade do primeiro alimento sólido deglutido. No decorrer da infância, há ainda "o corte dos cabelos" (aos três anos), a "tonsura" (aos quatro anos) e a perfuração da orelha. Chega-se assim ao importante rito da "iniciação" (upanayana), com a imposição do cordão sagrado. A iniciação deveria ocorrer aos oito anos para os brâmanes, aos onze para os kshatriya e aos doze para os vaishya, selando a admissão do rapaz na própria casta. O matrimônio é composto de um conjunto de cerimônias muito complexas e articuladas que mudam segundo as tradições locais e os grupos de casta. Naturalmente, tudo obedece a precisas prescrições religiosas e astrológicas. Além do que já foi dito sobre os procedimentos com os mortos, há um rito suplementar na cerimônia fúnebre que é o shraddha (nascido pela fé), destinado a transformar o defunto em um "espírito protetor" benévolo. Para tanto, se oferece, por exemplo, bolinhos de arroz e água aos antepassados diretos. O shraddha acontece entre dez a trinta e um dias após a morte, portanto, em datas regulares e por ocasião de algumas festas.

Fonte:

http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=197

 

 

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